#OpCasadeVidro

Operações 28 de Out de 2022 BR BR

"Pedimos-vos com insistência: nunca digam "isso é natural" dos acontecimentos de cada dia, em que a humanidade desumaniza (...) não digam nunca: isso é natural, de modo que nada passa por imutável. " — Bertold Brecht.

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Há anos presenciamos com desconfiança os regimes políticos postos nas instituições tradicionais, observando cada político, mandato, projeto, leis, atitudes e discursos que possam ameaçar ferir nossos direitos e a constituição. O governo de Jair Bolsonaro vêm provando o que já esperávamos desde sua eleição, sua incompetência em gerir uma nação, em vista das ações irresponsáveis que o mesmo vem tomando durante a pandemia de COVID-19, e aos diversos cortes orçamentários que afetaram gravemente áreas essenciais para o bem-estar e desenvolvimento do país. Para podermos entender como as ações e medidas tomadas pelo atual governo afetaram gravemente a população, precisamos inicialmente observar que acontecimentos corroboraram para sua chegada no poder, e como o crescimento do conservadorismo nos últimos anos abriu caminho para a situação que nos encontramos hoje.

As condições sob as quais ocorreram as jornadas de junho, e as decisões tomadas pela esquerda nesse período, influenciaram diretamente o desenvolvimento e o sucesso da nova onda de conservadorismo que surgia paralelamente a esses eventos. Os movimentos de esquerda, no famoso cada um por si, vendo a oportunidade de colocar suas pautas em jogo por conta da queda de popularidade do petismo, acabaram transformando a situação política num campo de futebol, em uma suposta disputa de terreno, não deram atenção as movimentações que ocorriam naquele momento, impossibilitando a cooperação entre as outras camadas da sociedade. A dificuldade existente em unificar as esquerdas ocorriam devido ao atrito de ideias no próprio movimento, um dos impasses dessas relações era a falta do senso de criticidade frente as suas ações. Essas problemáticas que causavam a perda da unidade dos movimentos de esquerda, continuam sendo até hoje um dos maiores desafios.

Esse momento de contradição fez com que perdessem o foco na mobilização da população, de pautas que reivindicassem direitos trabalhistas, dando campo para as demandas de interesses neoliberais. O descaso das esquerdas radicais que subestimaram as movimentações da direta e sua capacidade de persuasão — por acreditarem que suas pautas não seriam levadas a sério — os impediu de avaliar a possibilidade de crescimento e avanço das ideias neoliberais e formarem oposição a esse novo ideal. Diante da notável fragilidade da esquerda e a falta de atenção com o crescimento das forças contrárias, a direita obteve a  oportunidade perfeita para conquistar o povo e promover seus ideais. Uma forma de conquistar esse espaço, ocorreu por meio da propagação de notícias falsas, de modo a prejudicar a oposição e minar a confiança e o seu respectivo eleitorado.

Como consequência, somando-se todos esses fatores, foi possível dar início a ascensão de Bolsonaro e subsequentemente a sua eleição.

Após 13 anos de Governo do Partido dos Trabalhadores (PT), se criou uma imagem negativa dele devido a vários escândalos de corrupção, envolvendo a Petrobrás, o “triplex”, o impeachment da então presidente Dilma Rousseff e a prisão do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva meses antes das eleições de 2018. Todos esses fatores, somados a desinformação da população, contribuíram para que essa imagem negativa gradativamente tomasse forma. O PT foi vinculado como sendo um partido de "ladrões" pela grande mídia, fato o qual gerou um pensamento generalizado que se mostrou crucial para a chegada de Bolsonaro no segundo turno e sua vitória — consequentemente o domínio da direita no parlamento.

Consciente disso, a direita usou dessa situação para promover a imagem de Jair Bolsonaro, como um messias, alguém capaz de ganhar nas urnas os candidatos da oposição, como a única forma para salvar a nação da corrupção e barrar uma suposta "ameaça comunista", usando do discurso da defesa da família tradicional e dos bons costumes. Bolsonaro viu sua popularidade aumentar, quando sofreu um atentado durante a corrida eleitoral, em 6 de setembro de 2018, acabando por conquistar a solidariedade e empatia daqueles que ainda não faziam parte do seu eleitorado. Desde o início de seu governo, Bolsonaro fez grandes cortes orçamentais em áreas que já se encontravam defasadas, especialmente a educacional, cientifica e ambiental.

Dando continuidade às políticas de Michel Temer de sucateamento dessas áreas. Sendo a educação a mais atingida, prejudicando escolas e universidade públicas com a emenda n°90 que visa o congelamento de investimentos das instituições públicas de ensino, incluso as indígenas e quilombolas. O Ministério da Educação (MEC) teve uma redução de quase R$5 bilhões, mas essa não foi a única redução. Devido aos cortes, menos da metade dos recursos previstos para esse ano de 2021 serão aplicados pelo MEC em 2022. Além dos cortes realizados, projetos como o Future-se, arquitetado pelo ex-ministro Weintraub visando a privatização das universidades para entregá-las a interesses empresariais, de modo a comercializar ainda mais a educação acadêmica brasileira. Porém, este projeto foi severamente criticado pelas organizações estudantis. Contudo, atualmente as universidades passam por uma forte intervenção governamental, para dar continuidade ao projeto de privatização de dentro para fora das instituições de ensino.

Como se não bastasse, o presidente demonstra bastante habilidade quando o assunto é menosprezar a vida e desrespeitar os direitos humanos, seus acordos com o setor da agropecuária são uma grande prova disso. O mesmo, desde sua vitória nas urnas, vêm propondo mudanças e projetos que agravam o genocídio já sofrido há anos pelos povos indígenas, dificultando a demarcação de terras e diminuindo gradativamente a área de terras já demarcadas. O mesmo já demonstrou interesse na expansão do agronegócio para territórios indígenas, além de defender a aberturas destes para a mineração. A verdade sobre um presidente incompetente e genocida vieram a tona. Seus discursos de ódio, seu negaciosismo e suas falhas tentativas de governar um país, foram fatores que contribuíram para a sua perca de popularidade e decadência, como iremos expor mais a frente.

Visto o surgimento da pandemia da Covid-19 e sua urgência, as medidas de prevenção contra o vírus deveriam ter sido feitas com antecedência e recebido a devida atenção, porém o presidente além de se negar a criar um grupo especializado para tal, negou também a compra de vacinas com eficácia comprovada. Não contente com tanto descaso, o presidente se demonstrou mais preocupado em apoiar um tratamento comprovadamente ineficaz e prejudicial à  população, do que com o apoio ao povo na superação da pandemia. Dessa forma, o presidente evitou seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde em fazer lockdowns e distanciamento social. Infelizmente essas atitudes surtiram efeitos catastróficos, contribuindo para o aumento do número de transmissibilidade e a alta taxa de infectados pelo vírus. Tais fatos se mostraram cruciais para Bolsonaro perder credibilidade com a sua base eleitoral e a população em geral.

Não apenas negacionista, Bolsonaro também apresentou discursos de ódio direcionado as minorias, utilizando de um linguajar chulo, demonstrando uma postura inadequada para um presidente. Frases como “A propriedade privada é sagrada. Temos que tipificar como terroristas as ações desses marginais. Invadiu? É chumbo!”, “O erro da ditadura foi torturar e não matar” e “Mulher deve ganhar salário menor porque engravida. Quando ela voltar (da licença-maternidade), vai ter mais um mês de férias, ou seja, trabalhou cinco meses em um ano” são exemplos vindos diretamente da boca do atual presidente. Frases como essas não só direcionam ódio a grupos específicos, como desrespeitam os direitos humanos. Dessa forma seu grupo apoiador se tornou ainda mais restrito, contribuindo ainda mais para sua perda de popularidade.

Diante do exposto, fica claro que nos últimos 4 anos em nenhum momento Bolsonaro  visou o bem-estar da população. Pelo contrário, ele defendeu apenas os interesses de uma elite, além da defesa de um sistema cada vez mais desigual e excludente. Portanto, resolvemos iniciar a #OpCasadeVidro, com uma sequência de vazamentos para trazer atona o envolvimento de Bolsonaro com a milícia e seu grupo de bajuladores, envolvendo empresários e pessoas de grande influência dentro e fora do Brasil.

Segue o primeiro vazamento, as capturas de tela do grupo Empresários & Política, envolvido na tentativa de financiar o golpe, e também o número de alguns de seus parceiros mais próximos.  

Afranio Barreira Filho - Coco Bambu - (85) 9 8793-7070

Nabil Sahyoun - Alshop - (11) 9 8432-7043

Salim Mattar - Localiza - (31) 9 2841-010

Marconi souza - Valeshop - (61) 9 8158-1313

Murilo Martins - Mart Minas - (31) 9 9802-5105

André Bier Gerdau - Gerdau ( Produção de Aço ) - (51) 9 8142-2765

Em breve mais informações.

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